quarta-feira, 31 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
HOJE DESAPREENDO O QUE TINHA APRENDIDO ATÉ ONTEM
Hoje desapreendo o que tinha aprendido até ontem
e que amanhã recomeçarei a aprender.
Todos os dias desfaleço-me em cinza efêmera
todos os dias,reconstruo minhas edificações, em sonho eternas.
Esta frágil escola que somos, levanto-a com paciência
dos alicerces às torres,sabendo que é trabalho sem termo.
E do alto avisto os que folgam e assaltam, donos
do riso e pedras.
Cada um de nós tem sua verdade, pela qual deve morrer.
De um lugar que não se alcança, e que é , no entanto claro,
minha verdade, sem troca,sem equivalência nem desengano
Permanece constante, obrigatória, livre:
enquanto aprendo, desaprendo e torno a reaprender.
(Cecília Meireles)
domingo, 21 de março de 2010
Stanislaw Ponte Preta - como você faz falta!
Vamos Acabar Com Esta Folga
O negócio aconteceu num café. Tinha uma porção de sujeitos, sentados nesse café, tomando umas e outras. Havia brasileiros, portugueses, franceses, argelinos, alemães, o diabo.
De repente, um alemão forte pra cachorro levantou e gritou que não via homem pra ele ali dentro. Houve a surpresa inicial, motivada pela provocação e logo um turco, tão forte como o alemão, levantou-se de lá e perguntou:
— Isso é comigo?
— Pode ser com você também — respondeu o alemão.
Aí então o turco avançou para o alemão e levou uma traulitada tão segura que caiu no chão. Vai daí o alemão repetiu que não havia homem ali dentro pra ele. Queimou-se então um português que era maior ainda do que o turco. Queimou-se e não conversou. Partiu para cima do alemão e não teve outra sorte. Levou um murro debaixo dos queixos e caiu sem sentidos.
O alemão limpou as mãos, deu mais um gole no chope e fez ver aos presentes que o que dizia era certo. Não havia homem para ele ali naquele café. Levantou-se então um inglês troncudo pra cachorro e também entrou bem. E depois do inglês foi a vez de um francês, depois de um norueguês etc. etc. Até que, lá do canto do café levantou-se um brasileiro magrinho, cheio de picardia para perguntar, como os outros:
— Isso é comigo?
O alemão voltou a dizer que podia ser. Então o brasileiro deu um sorriso cheio de bossa e veio vindo gingando assim pro lado do alemão. Parou perto, balançou o corpo e... pimba! O alemão deu-lhe uma porrada na cabeça com tanta força que quase desmonta o brasileiro.
Como, minha senhora? Qual é o fim da história? Pois a história termina aí, madame. Termina aí que é pros brasileiros perderem essa mania de pisar macio e pensar que são mais malandros do que os outros.
O negócio aconteceu num café. Tinha uma porção de sujeitos, sentados nesse café, tomando umas e outras. Havia brasileiros, portugueses, franceses, argelinos, alemães, o diabo.
De repente, um alemão forte pra cachorro levantou e gritou que não via homem pra ele ali dentro. Houve a surpresa inicial, motivada pela provocação e logo um turco, tão forte como o alemão, levantou-se de lá e perguntou:
— Isso é comigo?
— Pode ser com você também — respondeu o alemão.
Aí então o turco avançou para o alemão e levou uma traulitada tão segura que caiu no chão. Vai daí o alemão repetiu que não havia homem ali dentro pra ele. Queimou-se então um português que era maior ainda do que o turco. Queimou-se e não conversou. Partiu para cima do alemão e não teve outra sorte. Levou um murro debaixo dos queixos e caiu sem sentidos.
O alemão limpou as mãos, deu mais um gole no chope e fez ver aos presentes que o que dizia era certo. Não havia homem para ele ali naquele café. Levantou-se então um inglês troncudo pra cachorro e também entrou bem. E depois do inglês foi a vez de um francês, depois de um norueguês etc. etc. Até que, lá do canto do café levantou-se um brasileiro magrinho, cheio de picardia para perguntar, como os outros:
— Isso é comigo?
O alemão voltou a dizer que podia ser. Então o brasileiro deu um sorriso cheio de bossa e veio vindo gingando assim pro lado do alemão. Parou perto, balançou o corpo e... pimba! O alemão deu-lhe uma porrada na cabeça com tanta força que quase desmonta o brasileiro.
Como, minha senhora? Qual é o fim da história? Pois a história termina aí, madame. Termina aí que é pros brasileiros perderem essa mania de pisar macio e pensar que são mais malandros do que os outros.
Stanislaw Ponte Preta
(Sérgio Porto)
(Sérgio Porto)
Saúde
1) Comece por ficar em pé num piso confortável, e onde você tenha bastante espaço à sua volta.
2) Com uma saca de mais de 2,5kg de batatas em cada mão, estique os braços e segure as sacas o mais distante que puder de seu corpo. Tente aguentar um minuto e depois relaxe...
3) Repita diariamente, aumentando o tempo um pouco por dia. Depois de um par de semanas, passe para sacas de 5kg cada.
4) Passadas mais umas semanas, segure sacas de 20kg de batatas em cada mão e, eventualmente, tente ver se você consegue segurar sacas de mais de 40kg de batatas e por mais de um minuto (estou nessa etapa).
5) Depois de ficar bem firme nessa etapa… ponha uma batata em cada saca.
2) Com uma saca de mais de 2,5kg de batatas em cada mão, estique os braços e segure as sacas o mais distante que puder de seu corpo. Tente aguentar um minuto e depois relaxe...
3) Repita diariamente, aumentando o tempo um pouco por dia. Depois de um par de semanas, passe para sacas de 5kg cada.
4) Passadas mais umas semanas, segure sacas de 20kg de batatas em cada mão e, eventualmente, tente ver se você consegue segurar sacas de mais de 40kg de batatas e por mais de um minuto (estou nessa etapa).
5) Depois de ficar bem firme nessa etapa… ponha uma batata em cada saca.
Sobre os Royaltts:
"A culpa é do Chávez"
Há testemunhas. Papo ontem de manhã entre o motorista e a cobradora de um ônibus 497 (Cosme Velho-Penha):
— Essa passeata na Candelária é por causa de quê, hein? — perguntou a cobradora.
— É que querem tirar a Copa e as Olimpíadas da cidade — respondeu o motorista.
Segue...
A cobradora, então, quis saber: “Mas... tirar para onde?” E o motorista:
— Sei não. Acho que é para a Venezuela.
"A culpa é do Chávez"
Há testemunhas. Papo ontem de manhã entre o motorista e a cobradora de um ônibus 497 (Cosme Velho-Penha):
— Essa passeata na Candelária é por causa de quê, hein? — perguntou a cobradora.
— É que querem tirar a Copa e as Olimpíadas da cidade — respondeu o motorista.
Segue...
A cobradora, então, quis saber: “Mas... tirar para onde?” E o motorista:
— Sei não. Acho que é para a Venezuela.
Boa notícia
Vinícius de Moraes, poeta e diplomata, um dos maiores letristas que a música brasileira já teve, deve ser promovido, em memória, a ministro de primeira classe da carreira diplomática. Vinícius teve a carreira no Itamaraty cortada pelo marechal Costa e Silva, presidente da República, com a seguinte frase: "Demita-se este vagabundo". O projeto da promoção está na pauta do Senado.
Vinícius de Moraes, poeta e diplomata, um dos maiores letristas que a música brasileira já teve, deve ser promovido, em memória, a ministro de primeira classe da carreira diplomática. Vinícius teve a carreira no Itamaraty cortada pelo marechal Costa e Silva, presidente da República, com a seguinte frase: "Demita-se este vagabundo". O projeto da promoção está na pauta do Senado.
O papo entre as vizinhas
Era uma vez uma cigarra e uma formiguinha, vizinhas e muito amigas.
Durante todo o outono, a formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período de inverno. Não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde e nem o bate-papo com os amigos ao final do trabalho tomando uma cervejinha gelada.
Seu nome era 'Trabalho', e seu sobrenome era 'Sempre'.
Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade; não desperdiçou nem um minuto sequer. Cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, curtiu prá valer sem se preocupar com o inverno
que estava por vir.
Então, passados alguns dias, começou a esfriar.
Era o inverno que estava começando.
A formiguinha, exausta de tanto trabalhar, entrou para a sua singela e aconchegante toca, repleta de comida. Mas alguém chamava por seu nome, do lado de fora da toca. Quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpresa com o que viu. Sua amiga cigarra estava dentro de uma Ferrari amarela com um aconchegante casaco de vison.
E a cigarra disse para a formiguinha:
- Olá, amiga, vou passar o inverno em Paris. Será que você poderia cuidar da minha toca?
E a formiguinha respondeu:
- Claro, sem problemas! Mas o que é que houve? Como você conseguiu dinheiro para ir à Paris e comprar esta Ferrari?
E a cigarra respondeu:
- Imagine você que eu estava cantando em um bar na semana passada e um produtor gostou da minha voz. Fechei um contrato de seis meses para fazer show em Paris... A propósito, a amiga deseja alguma coisa de lá?
- Desejo sim, respondeu a formiguinha. - Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá, manda ele ir para a 'Puta Que O Pariu!!!'
Millor Fernandes, depois de Jean de La Fontaine
Era uma vez uma cigarra e uma formiguinha, vizinhas e muito amigas.
Durante todo o outono, a formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período de inverno. Não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde e nem o bate-papo com os amigos ao final do trabalho tomando uma cervejinha gelada.
Seu nome era 'Trabalho', e seu sobrenome era 'Sempre'.
Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade; não desperdiçou nem um minuto sequer. Cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, curtiu prá valer sem se preocupar com o inverno
que estava por vir.
Então, passados alguns dias, começou a esfriar.
Era o inverno que estava começando.
A formiguinha, exausta de tanto trabalhar, entrou para a sua singela e aconchegante toca, repleta de comida. Mas alguém chamava por seu nome, do lado de fora da toca. Quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpresa com o que viu. Sua amiga cigarra estava dentro de uma Ferrari amarela com um aconchegante casaco de vison.
E a cigarra disse para a formiguinha:
- Olá, amiga, vou passar o inverno em Paris. Será que você poderia cuidar da minha toca?
E a formiguinha respondeu:
- Claro, sem problemas! Mas o que é que houve? Como você conseguiu dinheiro para ir à Paris e comprar esta Ferrari?
E a cigarra respondeu:
- Imagine você que eu estava cantando em um bar na semana passada e um produtor gostou da minha voz. Fechei um contrato de seis meses para fazer show em Paris... A propósito, a amiga deseja alguma coisa de lá?
- Desejo sim, respondeu a formiguinha. - Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá, manda ele ir para a 'Puta Que O Pariu!!!'
Millor Fernandes, depois de Jean de La Fontaine
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