Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.
(Chico Xavier)

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sábado, 1 de maio de 2010

por Jean de La Fontaine

No alto de uma árvore, um corvo empoleirado segurava no bico um queijo.

Uma raposa, atraída pelo cheiro, aproxima-se e lhe dirige mais ou menos essas palavras:

- Olá! Bom dia, senhor corvo! Como o senhor está lindo! Como é bela a sua plumagem! Se o seu canto for tão bonito quanto ela, sinceramente, o senhor é a fênix dos convidados deste bosque.

Ao ouvir esse elogio, o corvo não cabe em si de contente. E para mostrar sua "melodiosa" voz, ele abre o grande bico e deixa cair sua presa.

A raposa, rápida, pega o queijo e diz:

"Meu bom senhor, aprenda que todo adulador vive às custas daquele que o escuta: essa lição vale bem um queijo, sem dúvida"

O corvo, envergonhado e confuso, jurou, meio tarde, que nessa ninguém mais o pegaria.

                                                                                 ***

(La Fontaine, o poeta que dizia grandes verdades pela voz dos animais, escreveu essa fábula no século XVII.

Até hoje descreve situações e personagens tão iguaizinhos que dá vontade de perguntar: será que o senhor de La Fontaine não morreu?)

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